Povoamento Castrejos
- Castro de São Domingo
No monte de São Domingos, em Cristelos existem ruínas
arqueológicas de origem celta. O próprio nome
"Cristelos" indica fortes possibilidades de tal
existência. A testemunhar esta opinião esta descoberta,
em tempos, de bocados de tégula e moedas no local.
Actualmente procede-se a escavações para estudos
profundo do povoamento.
A estação arqueológica do Monte de São
Domingos desenvolve-se no outeiro do mesmo nome, na freguesia
de Cristelos, concelho de Lousada, com uma altitude de cerca
de 318 m, controlando o Vale do rio Mesio, corredor natural
do vale do rio Vizela ao Cale do Sousa.
As campanhas de escavações arqueológicas
aí realizadas desde 1994 têm vindo a revelar
que a ocupação humana deste sítio se
pode estabelecer com rigor a partir dos finais do século
IV a.C., quando populações indígenas
aí começavam a construir um povoado com cerca
de 5 h., formado por habitações pétreas
de planta circular.
Pelourinho
- Vila
"Os Pelourinhos representam a comunidade concelhia,
são o símbolo a autoridade organizada e com
poderes para aplicar parte das justiças. Nem o concelho
mais pequeno prescindia dele, tal como do selo e da bandeira.
Até ao século XIV estes poderes exerciam-se
em espaços abertos, numa praça, um terreiro,
à sombra de um de carvalho, ou no largo da Igreja.
Todo o povo era convocado por pregão e a presença
era obrigatória. Aí se deliberava e justificava..."
Merecem referência especial este monumentos, marcos
históricos da importância alcançada
pelas terras onde se situam. A elas terá sido atribuída
a categoria de "cabeça" de concelho, umas
souberam preservar essa importância, outras entraram
em declínio e viram retirados os privilégios
atribuídos. No concelho existe um Pelourinho, localizado
por detrás do Edifício da Câmara Municipal.
É monumento nacional, publicado pelo decreto-lei
de 16 de Junho de 1910.
Torre dos Mouros
- Vilar do Torno e Alentém
O nosso povo atribui aos Mouros, indistintamente, todas
as construções e objectos arcaicos, cujos
origens dos seus conhecimentos não atingem.
Neste número encontra-se a torre medieval que, segundo
Santana Dionísio, é uma das mais típicas
relíquias de arquitectura guerreira da região.
Trata-se de uma edifícação que suporta
o peso de muitos séculos feita em boa cilharia de
pedra, assente em argamassa e com dupla folha de parede.
Teve, naturalmente, ameias que hoje não tem sendo
quase impossível verificar o assento a cantaria superior
a torre, até dando a que os dois pavimentos que lhe
davam acesso e que eram providos de lanços de escadas
que ruíram, tornado-se assim praticável a
sua subida. É de arquitectura militar e civil particular
românica. Residência senhorial.
Fortificada do século XIII/ XIV.
A acção niveladora do tempo e o rolar dos
séculos, alterou o terreno e fez ruir o solar que
lhe ficava colado, mas não lhe fez desaparecer os
inconfundíveis vestígios da ligação
de uma casa.
É classificado como imóvel de interesse público
(Decreto nº 34452, de 20 de Março de 1944).
Ponte Românica de
Vilela - Vilela
A Ponte de Vilela situa-se na freguesia de Aveleda sobre
o rio Sousa. É composta por quatro arcos e trata-se
de um belo exemplar românico da região.
Ponte de Espindo
- Meinedo
Ponte românica situada na freguesia de Meinedo, também
sobre o Rio Sousa. Com características semelhantes
às da ponte de Veiga.
Esta ponte foi recentemente restaurada e beneficiada, no
âmbito do programa comunitário Leader II, transformando-a
num agradável espaço de passeio e visita,
podendo ainda visitar alguns caminhos pedonais utilizados
pelos antepassados.
Aqueduto Românico
- Nevogilde
Na freguesia de Nevogilde encontra-se um aqueduto românico,
de arquitectura singela, único exemplar conhecido
no Concelho. Possui cerca de 100 metros de comprimento e,
conjuntamente com a ponte de Nevogilde, da mesma época,
formam um belo quadro.
Igreja de Meinedo
- Meinedo
A actual Igreja é uma reconstrução,
de estilo românico de transição (século
XIII) com Capela-mor rectangular. A Igreja subsistente assenta
no local onde parece ter existido um cenóbio anterior
à invasão árabe.
Possui uma torre encostada a sul da frontaria, levantada
no século XVIII. O interior singelo e rústico
está completamente alterado, achando-se o arco triunfal
coberto de talha, bastante apreciável. As paredes
da Capela-mor estão revestidas de azulejo de tapete,
policrómico, do século XVII. Tecto em caixotões
da mesma época.
Magnifico Altar-mor, barroco de bela talha dourada e num
dos Altares está a imagem de Nossa Senhora das Neves,
óptima escultura em pedra de Ancã, do século
XVIII, em tamanho natural. É também digna
de menção uma pequena imagem de São
Brás, de calcário policromado quatrocentista,
que está num dos Altares da Igreja.
Igreja Matriz de Pias
- Pias
De construção posterior ao século XIII.
Nesta Igreja merecem destaque especial o frontão
triangular (estilo clássico), o Altar-mor de estilo
barroco e a riqueza do azulejo figurativo que guarnece as
paredes. Também relevo especial merece o campanário
ou torre sineira que data do século XIII e cuja construção
é distinta da Igreja.
Igreja Matriz de Aveleda
- Aveleda
Situada na freguesia de Aveleda esta é de arquitectura
religiosa, de um românico tardio (remonta ao século
XIII), planta longitudinal, uma nave e Capela-mor, cobertas
com tecto de madeira. Foi depois acrescentada, no mesmo
estilo, o corpo da Igreja.
A torre é um enxerto. O pórtico da fachada
ocidental, com tímpano, tem três arquivoltas
ogivantes de aresta descansando em colunas com capitéis
de ornamentação flórica.
A rosácea foi alterada. Portas laterais com tímpano,
sendo a do lado norte mais singela.
É classificada como imóvel de interesse público
(IIP Decreto nº 95/ 78, de 12 de Setembro).
Capela do Senhor dos Aflitos
- Vila
A Capela do Senhor dos Aflitos, de feição
barroca, encima do monte com o mesmo nome situa-se no centro
da Vila. Envolvida por uma vegetação luxuriante
assume-se como um dos cartazes turístico, mais ainda
após a sua beneficiação em 1999. Este
local, agraciado ainda mais com um espelho de água,
um bar e com várias diversões para os mais
novos adquire uma feição muito especial na
principal noite de arraial das festas do concelho em que
se assemelha a um monumento presépio de lâmpadas
e tigelas de cera de chama tremulando ao vento.