Embora
não existam elementos que nos conduzam a uma data certa
da fundação de Cantanhede há, porém,
achados arqueológicos que nos põem em contacto com
as idades pré e proto-históricas, deixando-nos ver
que o território que hoje constitui o Concelho de Cantanhede,
teria sido habitado em tempos remotíssimos, muito antes
da era de Cristo.
A raíz céltica "cant" do seu nome significa
"pedra grande" e relaciona-se com as pedreiras existentes
na região.
As suas primeiras referências históricas remontam
a 1087, data em que D. Sesnando, governador de Coimbra, a teria
mandado fortificar e povoar.
D. Afonso II terá dado foral a Cantanhede, sendo posteriormente
confirmado em 1514, por D. Manuel I.
Foram seus donatários os Meneses, tendo sido D. Pedro de
Meneses o primeiro conde de Cantanhede, título criado em
1479 por carta de D. Afonso V, sendo renovado por Filipe II, em
1618, na pessoa de seu neto e pai de D. António Luís
de Meneses, 3º Conde de Cantanhede e 1º Marquês
de Marialva, que se notabilizou nas Batalhas de Linhas de Elvas
e Montes Claros e que foi um dos vultos mais importantes da restauração.
A esta família se ficaram a dever alguns exemplares da
arte do renascimento existente no Concelho.
Cantanhede é considerada a capital da Gândara, mas
na verdade o seu Concelho reparte-se por duas sub-regiões
naturais, perfeitamente demarcadas: a Bairrada - Terra de barros
e a Gândara - Terra de Areias.
Concelho essencialmente agro-florestal, contribui com elevada
percentagem, através do vinho, da batata e do leite para
a produção nacional.
Nos últimos anos, porém assiste-se a um crescimento
acelerado a nível industrial.
Foi elevada à categoria de Cidade pela lei nº 69/
91 de 16 de Agosto.