Arouca
é uma povoação antiquíssima
como podem comprovar os vestígios arqueológicos
encontrados por todo o concelho: antas, mamoas e dolmens.
Provavelmente
terá sido 500 ou 400 anos a.C. que galo-celtas fundaram
o lugar. Com a dominação romana, no ano 34
a.C., César Augusto fundou, onde hoje se ergue a
vila de Arouca, uma cidade com o nome de Arauca, Aruca,
Araducta ou Azacova, e esta floresceu até ao ano
de 1716, altura em que foi destruída pelos árabes.
D. Afonso Henriques
concedeu foral àquela vila em Abril de 1151, que
veio a ser confirmado pelo seu neto D. Afonso II, em Coimbra,
em Novembro de 1217. Posteriormente, D. Manuel, em Lisboa,
deu-lhe novo foral a 20 de Dezembro de 1513.
O actual concelho
resulta da anexação ao velho concelho e couto
de Arouca, do concelho de Alvarenga, Burgo e de parte de
Fermêlo, assim como das freguesias de Covêlo
de Paivó e Espiunca.
Mas é
em redor do Mosteiro de Arouca que a vila se desenvolve
e a sua história se consolida.
O antigo Mosteiro
de São Pedro terá sido fundado no século
X. O convento começa por ser misto, passando, por
volta de 1145 e sob o domínio de D. Toda Viegas,
a feminino. No ano de 1210 o MOsteiro é legado a
D. Mafalda, por seu pai, D. Sancho I, Rei de Portugal. No
entanto, D. Mafalda só inicia o seu padroado no ano
de 1217 ou 1220 e começa por mudar o hábito
e os estatutos da ordem, que transitam para a Ordem de Císter.
É durante o padroado de D. Mafalda que o mosteiro
enriquece e cresce, sendo, após a morte de D. Mafalda
em 1 de Maio de 1256, um dos mais importantes e considerados
de toda a Península Ibérica. Nos séculos
XV e XVI, foram realizadas diversas obras de reconstrução
e ampliação do mosteiro e enriquecimento do
mesmo. Depois de ter sofrido vários incêndios
que o destruíram, o mosteiro foi reconstruído,
tal como o vemos hoje, nos finais do século XVII
e início do século XVIII.