Lenda
de S. Bento - Alandroal
A
história e lenda da Ermida de S. Bento está ligada
a um velho eremita de nome João Sirgado, o qual, no sítio,
durante a terrível peste de 1850, vinha rezar a S. Bento
da Contenda, cuja ermida era dali visível.
Como a povoação ficasse isenta do mal, o povo
e peregrinos, a poder de esmolas e possivelmente com subsídios
de D. Brites de Lencastre, duquesa viúva de D. Teodósio
I de Bragança, que nas matas se havia recolhido com D.
Isabel, sua filha, constituíram uma comissão de
devotos que deu fundamentos ao edifício religioso em
honra de S. Bento.
Desde então passou a ser o santuário de maior
devoção da vila, celebrando a festa anual na 2ª
oitava de Páscoa das Flores e até tempos recentes
valorizada com uma feira franca que durava 3 dias e que coincidia
com solene benção de gados.
Lenda
da Boa Nova – Terena
As
crónicas religiosas atribuem as origens históricas
do santuário (o qual D. Afonso IV cantou eloquentemente
na Cantigas de Santa Maria), a D. Maria, mulher de Afonso XI
de Castela e filha de D. Afonso IV, O Bravo, uma vez que este
se situa no local onde D. Maria teve a feliz notícia
do auxílio militar que, em princípio lhe fora
recusado pela corte portuguesa, que não desejava aderir
à cruzada contra a iminente invasão do imperador
de Marrocos Ali-ab-Boacem na Batalha do Salado em 1340.